Escuros Grãos Torrados

Atualizado: 29 de Abr de 2020

E esse foi o primeio furto da ingrata quarentena: uma poesia roubada da minha despensa.


Ainda não achei ou se quer parei para procurar alguma palavra. A pandemia é bem explícita. Meter poesia onde? As frases daqueles que sempre me inspiraram estão cada vez mais altas, falando comigo como nunca antes, ou talvez seja alucinação. Por enquanto, fico com essa poesia antiga que estava guardada num pote em minha despensa.


Exigiu esforço. Tirei o pó dos meus ouvidos e coloquei um par de fones novinhos. Foi a estreia de qualquer trilha instrumental que eu já tenha feito. Um meio novo com uma ferramenta nova, um Controlador Arturia com seus 6ooo efeitos dos quais não decifrei nem 100. Procurei o timbre com o gosto mais sóbrio.


E esse foi o primeiro fruto da non grata quarentena. Que o mundo passe por essa tão rápido quanto um café passado.


Luis Vidal

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